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Imobiliário europeu em 2026: sustentabilidade, reabilitação e novas oportunidades de investimento

  • Redação Mudei e Agora
  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

O imobiliário europeu em 2026 entra numa nova fase, marcada por maior exigência regulatória, mudança nos padrões de procura e evolução dos modelos de investimento. O setor continua a ser um dos pilares da economia do continente, mas enfrenta desafios como a escassez de terrenos para nova construção, o aumento dos custos de construção e a necessidade de adaptação a critérios ambientais e de eficiência energética cada vez mais rigorosos.​


A sustentabilidade deixa de ser vantagem competitiva e passa a requisito mínimo. Regulamentos europeus mais estritos em matéria de emissões, desempenho energético e critérios ESG influenciam diretamente a valorização dos imóveis, o acesso a financiamento e o apetite dos investidores. Ativos com fraca performance energética arriscam desvalorização, maior vacância e dificuldade de financiamento, enquanto edifícios eficientes são premiados por custos operacionais mais baixos e maior liquidez.​


Neste contexto, a reabilitação urbana e a reconversão de edifícios ganham protagonismo. Com forte limitação para expansão em muitas cidades, o foco desloca‑se para “usar melhor o que já existe”: transformar escritórios obsoletos em habitação, desenvolver projetos de uso misto (residencial, serviços, comércio) e atualizar edifícios históricos com tecnologia e conforto atuais. Estes projetos exigem mais conhecimento técnico e cuidados regulatórios, mas oferecem margens de valor acrescentado significativas.​


Os modelos de trabalho híbrido continuam a impactar o mercado de escritórios. A procura concentra‑se em espaços prime, bem localizados e altamente eficientes, enquanto ativos secundários precisam de requalificação ou mudança de uso para manter relevância. A Savills, entre outras consultoras, antecipa subida média das rendas prime em vários mercados europeus, suportada por oferta limitada e custos crescentes de fit‑out.


Para investidores, o imobiliário europeu de 2026 é menos sobre crescimento rápido e mais sobre resiliência, gestão ativa de portefólio e alinhamento com ESG. Fundos e veículos listados procuram ativos capazes de cumprir metas ambientais, sociais e de governance, sob pena de enfrentarem penalizações de mercado e restrições de financiamento institucional. Transparência de dados, reporting e certificações ganham peso nas decisões de investimento.​


Portugal insere‑se neste contexto como mercado de menor escala, mas alinhado com estas tendências. Para operadores portugueses que olham para o exterior, compreender as exigências regulatórias europeias e a centralidade da sustentabilidade é condição para competir em igualdade de circunstâncias. Já para investidores estrangeiros, o país oferece a possibilidade de implementar estas estratégias em mercados ainda em crescimento, combinando reabilitação, eficiência energética e posicionamento em cidades com forte componente de qualidade de vida.​


Fonte: Imofinance – “Imobiliário europeu em 2026: tendências, sustentabilidade e novas oportunidades”.



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