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Programa Habitação Digna: IVA a 6% e novas medidas para aumentar a oferta de casas

  • Redação Mudei e Agora
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

No âmbito da política de “Habitação digna”, o Governo português aprovou um conjunto alargado de medidas com o objetivo declarado de garantir uma casa condigna a todos os cidadãos. Entre as decisões mais relevantes está a redução da taxa de IVA para 6% na construção de casas para venda até 648.000 euros ou para arrendamento com rendas até 2.300 euros, criando um incentivo direto à oferta de habitação para a classe média, especialmente em zonas de maior pressão, como Lisboa e Porto.​


O Executivo sublinha que este teto de 2.300 euros no arrendamento funciona como limite máximo e pretende abranger casas destinadas a famílias com alguma capacidade económica, mas que enfrentam dificuldade em aceder à oferta disponível nos grandes centros. A ideia é ampliar a gama de projetos viáveis para promotores, especialmente em contextos onde os custos de construção e de financiamento tornariam pouco atrativas operações de arrendamento a preços controlados.​


Estas medidas inserem‑se num pacote mais amplo, que inclui alterações fiscais, simplificação de procedimentos e reforço de programas públicos, com o objetivo de desbloquear projetos e acelerar a criação de nova oferta habitacional. Ao reduzir o IVA, o Governo procura melhorar a margem dos promotores e, idealmente, permitir que parte desse ganho seja refletido em preços e rendas mais moderados, embora o impacto efetivo dependa de cada mercado local.​


Críticos alertam para o risco de o benefício ser capturado essencialmente pelo lado da oferta, sem se traduzir em preços realmente acessíveis para famílias de rendimentos médios e baixos. Além disso, o limite de 2.300 euros de renda é visto por alguns como elevado face à realidade de muitos agregados, o que levanta dúvidas sobre a efetiva abrangência social da medida. O equilíbrio entre viabilidade económica dos projetos e verdadeira acessibilidade será um dos testes centrais deste programa.​


Para o mercado, o “Habitação Digna” cria um enquadramento mais favorável para projetos de build‑to‑sell e build‑to‑rent dirigidos à classe média em localizações de alta procura. Promotores que consigam otimizar custos e tipologias podem tirar partido do IVA reduzido para conceber empreendimentos competitivos, enquanto investidores institucionais encontram aqui um quadro fiscal mais previsível para portfolios de habitação para rendimento.​


Do ponto de vista da mediação e consultoria, é essencial compreender em detalhe os critérios de elegibilidade e os limites de preço e renda, para aconselhar clientes promotores, proprietários e investidores. Explicar como funciona o benefício, quais os segmentos de mercado mais alinhados com o programa e que riscos regulatórios podem existir é parte crucial da proposta de valor de qualquer profissional do setor. Numa fase em que a política de habitação está no centro do debate público, informação clara e atualizada tornou‑se um ativo competitivo


Fonte: RTP – “Habitação digna. Governo avança com ‘conjunto alargado de medidas’”.


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