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Casas Usadas Custam Já o Mesmo que Imóveis Novos de 2019

  • Redação Mudei e Agora
  • 25 de jun.
  • 2 min de leitura
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A valorização do parque habitacional usado em Portugal tem sido tão forte que, em 2024, o preço médio de habitações usadas igualou o nível dos imóveis novos de 2019, alertou a CNN Portugal. Esse fenómeno representa um ponto crítico na evolução do mercado.


No terceiro trimestre de 2024, o preço médio de uma casa usada era superior a 200 200 €, enquanto o valor médio de uma casa nova ultrapassou pela primeira vez os 300 300 €, segundo dados do INE. A diferença entre novo e usado chegou a 50 %, mas essa margem está a contrair rapidamente.


Este quadro complexo revela três sinais importantes:

  1. Valorização generalizada do parque em uso, impulsionada pela escassez de oferta nova e pelo congestionamento urbano;

  2. Pressão sobre a acessibilidade, pois o acesso à habitação passa a exigir orçamentos muito elevados;

  3. Desregulação do equilíbrio entre qualidade e preço, pois os imóveis usados — muitas vezes mais compactos ou com menores condições — chegam a custar tanto quanto um novo de há cinco anos.


A análise aponta que as causas principais são:

  • Pipocagem urbana: bairros já estruturados com transporte, comércio e serviços valorizam-se sem exigir grandes investimentos;

  • Custo de construção elevado: torna-se mais caro construir de raiz, impulsionando os preços das casas novas e usadas;

  • Procura por habitação pronta: muitos preferem a habitabilidade imediata, mesmo com qualidade inferior, o que eleva o valor dos usados.


O resultado distorce a lógica de mercado. Antes, a "casa usada" era alternativa mais acessível, agora a diferença do ponto de partida é mínima. Para os compradores, isso significa precisar de mais capital e recorrer a soluções como cooperação familiar, apoio público ou hipotecas com prazos mais curtos.


No panorama regulatório, cria-se oportunidade para:

  • Incentivos fiscais a reabilitação de habitação antiga com qualidade, preservando o que já existe;

  • Programas para occupar prédios degradados ou subutilizados com rendas acessíveis;

  • Fiscalização de especulação sobre o parque usado.


Em resumo, tivemos uma convergência inédita no preço de imóveis usados e novos, colocando o parque habitacional em posição de colapso em termos de custos, qualidade e disponibilidade. A resolução exigirá medidas articuladas entre público e privado.


Fonte: CNN Portugal, INE / idealista

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