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Preços das casas na Europa: países com maiores aumentos

  • Redação Mudei e Agora
  • 15 de out.
  • 3 min de leitura

Dados recentes do Eurostat reportados pela Euronews mostram que no segundo trimestre de 2025 os preços das casas na Europa cresceram em média 5,4 % ano a ano, com sete países registrando aumentos nominais superiores a 10 %. Entre eles, Portugal lidera com uma valorização de 17,1 %, seguido por Bulgária, Hungria, Croácia, Espanha, Eslováquia e República Checa.


Esse panorama revela que a valorização imobiliária europeia permanece vigorosa e heterogênea, com disparidades regionais marcadas.


Panorama europeu e disparidades regionais

  • Crescimento moderado no agregado europeu: o aumento médio de 5,4 % indica um setor que continua valorizando, ainda que com menor intensidade do que alguns mercados “hot”.

  • Mercados com desempenho destacado: 

    Portugal: +17,1 % (o maior do grupo) — reforçando o forte apetite por imóveis no país, especialmente em zonas costeiras e cidades de interior em ascensão. 

    Bulgária (15,5 %), Hungria (15,1 %), Croácia (13,2 %), Espanha (12,8 %), Eslováquia (11,3 %), República Checa (10,5 %): todos com aumentos de dois dígitos, evidenciando pressões locais de oferta, turismo e investimento estrangeiro.

  • Mercados com crescimento modesto ou até queda: 

    • França (+0,5 %) e Suécia (+0,7 %) ficaram abaixo da média; 

    • Chipre teve crescimento de apenas 1 %; 

    • Finlândia registrou recuo de –1,3 % ano a ano.

  • Grandes economias com desempenho contido: 

    • Alemanha teve +3,2 % 

    • Itália: +3,9 % 

    • Outros mercados – mais saturados ou com restrições de crédito – mostraram menor dinamismo.


Fatores que alimentam as disparidades

  1. Força do investimento estrangeiro e turismo: mercados “destino” como Portugal, Espanha e Croácia atraem compradores internacionais e efeitos de segunda residência, encorajando valorizações superiores.

  2. Escassez habitacional local: em regiões onde o estoque habitacional não acompanha a demanda (seja por licenciamento lento ou falta de terrenos), os preços disparam.

  3. Crescimento econômico e salários: nos países do Leste Europeu, ganhos econômicos mais rápidos permitem reajustes imobiliários maiores em percentagem.

  4. Políticas fiscais e regulatórias: incentivos para aquisição, regimes favoráveis a investimento ou regimes de golden visas podem inflacionar demanda local.

  5. Diferença de maturidade de mercado: mercados consolidados e caros – Paris, Londres, Estocolmo – tendem a subir menos, porque já incorporaram valor; mercados menos maduros têm mais espaço para apreciação.


Implicações para investidores e agentes

  • Oportunidade de “catch-up” nos mercados emergentes: países do Leste ou sul da UE ainda fornecem espaço de valorização para compradores que busquem retorno mais agressivo.

  • Maior risco de bolha local: valorização rápida exige cautela quanto à capacidade de sustentação em termos de renda, crédito e equilíbrio entre oferta e demanda.

  • Diversificação geográfica como estratégia: para portfolios imobiliários, distribuir atuação entre mercados “quirky” emergentes e mercados mais estáveis pode equilibrar risco e retorno.

  • Monitorização de crédito e política monetária: mudanças nas taxas de juro ou restrições de financiamento podem frear o ímpeto de valorização nestes mercados mais voláteis.

  • Foco em mercados secundários de nicho: cidades de menor porte ou interior podem oferecer menor competição e menores preços absolutos, com potencial de valorização marginal.


Conclusão

O panorama europeu de preços de habitação reforça que o mercado imobiliário permanece um motor de investimento e valorização, especialmente em países onde demanda e oferta se encontram desequilibradas. Para um blog especializado, estes dados sugerem reflexões fundamentais: onde estão os melhores alvos de investimento? Qual é o risco de reversão? Como estruturar estratégias que acompanhem essa heterogeneidade?

Investidores e agentes do setor devem estar atentos não apenas ao crescimento absoluto, mas à trajetória sustentável dos mercados-alvo, ao perfil dos compradores que impulsionam o aumento e às políticas locais que podem alterar o equilíbrio.


Fonte: Euronews — “House prices across Europe: Which countries have the highest rises”


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