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Preços das Casas em Portugal Disparam 16,3 % no Primeiro Trimestre de 2025

  • Redação Mudei e Agora
  • 25 de jun.
  • 2 min de leitura

No primeiro trimestre de 2025, o mercado imobiliário português registou uma valorização de 16,3 % nos preços relativamente a igual período do ano anterior, o nível mais expressivo dos últimos anos.

De acordo com dados do idealista/news, foram vendidas 41 358 habitações no trimestre — um recuo de apenas 0,2 % face ao mesmo período de 2024 — o que demonstra que a procura continua muito firme, apesar da subida significativa dos preços.


Este aumento é sintoma de vários fatores combinados:

  • Procura aquecida, sobretudo em Lisboa, Porto e Algarve, apesar do final de iniciativas como o “Golden Visa” e dos efeitos das fixações de taxas de juro mais altas;

  • Oferta limitada, com construtores e promotores a avançarem com poucos projetos novos devido aos elevados custos de construção (terrenos, materiais, mão de obra);

  • Investimento estrangeiro persistente, mesmo com regras mais restritivas, reforçando pressões em segmentos de maior valor;

  • Inflação elevada no setor da construção, refletindo-se diretamente nos preços finais de venda.


O cenário revela um mercado cada vez mais segmentado, do qual surgem questionamentos sobre a sua acessibilidade. A escalada de preços pressiona classes média e baixa, reduzindo as oportunidades de acesso à habitação própria para muitas famílias e sinais de sobreaquecimento começam a emergir.


Do lado das políticas públicas, o desafio põe-se no reforço da oferta acessível, com programas de apoio à construção e reabilitação, e estímulos para novos projetos residenciais. Isto sem contar diretamente com possíveis ações fiscais sobre investidores estrangeiros ou apoios específicos a jovens compradores.


Do ponto de vista dos compradores, a recomendação passa por analisar com atenção o montante de crédito disponibilizado, as taxas futuras que podem impactar o custo da habitação, e comparar opções entre zonas consolidadas e periferias com melhor custo-benefício.


Fonte: idealista/news


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